sábado, 22 de abril de 2023

TERÇO VOCACIONAL: “A MESSE É GRANDE, MAS OS OPERÁRIOS SÃO POUCOS”

 

Ir. Vanessa e Ir. Cida

“Vem, Maria, vem... vem nos ajudar neste caminhar tão difícil rumo ao Pai...” (2x)

 D – E nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. T – Amém!

 D – Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

T – Para sempre seja louvado!

 D – Enviai, Senhor, operários para a sua messe.

T – Pois a messe é grande, mas os operários são poucos.

Anim.: Vamos neste momento pedir ao Senhor que mande operários para sua messe e unimo-nos com sentimento fraterno aos irmãos e irmãs de toda a Igreja que rezam em suas comunidades nas mesmas intenções. É um pedido de Jesus que rezemos pelas Vocações, pois a “A Messe é grande, mas os operários são poucos”. Roguemos pelas vocações sacerdotais, religiosas e leigas para que todas elas proclamem o nome de Jesus Cristo ao mundo, fazendo com que Deus seja amado e glorificado. Façamos nossa Profissão de Fé. Creio em Deus Pai ...

Pai-Nosso, 3 Ave-Marias, Glória

 1ª dezena - A BUSCA (acende a primeira vela com a palavra Busca)

Anim.: “Então Jesus voltou-se para eles e, vendo que o seguiam, perguntou-lhes: “A quem procurais? Responderam-lhe: ‘Rabi – que quer dizer Mestre – onde moras?’ Ele disse: ‘Vinde e vede’. Eles foram, viram onde morava e ficaram com Ele aquele dia. Eram quase quatro horas da tarde” (Jo 1,38-39). Meditação (silêncio)

L: “Onde moras?” É a pergunta dos discípulos André e João. Essa pergunta não é mais do que a expressão de uma mesma busca que todos nós, inquietamente, fazemos: “Onde encontrarei a felicidade?” Por isso, vale sempre a pena colocar estas perguntas: Sou feliz? Como serei feliz? Qual é o projeto de Deus para mim? O que Deus quer de mim?

T: Maria, que dissestes “sim” ao chamado de Deus, rogai por nós para que os batizados possam discernir sua vocação. Que todos entendam que dizendo “sim” ao plano de Deus, serão felizes, porque foi para a felicidade que Deus nos criou.

Pai-Nosso, 10 Ave-Marias, Glória

Anim.: Enviai, Senhor, operários para a vossa messe!

T: Pois a messe é grande e poucos são os operários.

Canto: Tua voz me fez refletir, deixei tudo pra te seguir, nos teus mares eu quero navegar (bis).

 2ª dezena - O CHAMADO (acende a segunda vela com a palavra Chamado)

Anim.: “E Jesus lhes disse: ‘Vinde comigo, e eu farei de vós pescadores de homens’. Deixando imediatamente as redes, eles O seguiram” (Mc 1,17-18). (Meditação-silêncio)

Leitor: Os discípulos percebem em Jesus Cristo algo de diferente, algo de autêntico e profundo e, por isso, aceitam deixar imediatamente as redes e segui-Lo. E eu, quantas vezes fico preso à rotina, ao comodismo e não dou atenção ao olhar de Cristo, quando cruzo com Ele pelo caminho? Tenho medo de comprometer-me como discípulo missionário?

T: Maria, que dissestes “sim” ao chamado de Deus, rogai por nós e pelos jovens para que deixemo-nos envolver pelo Amor do Pai e saibamos segui-Lo, compreendendo que Ele é Amor e somente deseja a nossa felicidade.

Pai-Nosso, 10 Ave-Marias, Glória.

Anim.: Enviai, Senhor, operários para a vossa messe!

T: Pois a messe é grande e poucos são os operários.

Canto: Eis me aqui Senhor, eis-me aqui Senhor. Pra fazer tua vontade, pra viver no teu amor (bis). Eis-me aqui Senhor.

 3ª dezena - O SEGUIMENTO (acende a terceira vela com a palavra seguimento)

Anim.: “Então Jesus disse aos discípulos: ‘Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la, mas quem perder a sua vida por amor de mim, há de encontrá-la’” (Mt 16,24-25). (Meditação – silêncio)

L: Aceitar o chamado de Cristo para a vida consagrada, religiosa ou sacerdotal, missionária, matrimonial ou leiga, assumindo a vocação cristã, implica em amá-Lo e caminhar com Ele. É um caminho que leva à santidade: repleto de alegrias, mas também de provações. É assumir o Evangelho e carregar a Cruz para chegar à Ressurreição.

T: Maria, que dissestes “sim” ao chamado de Deus, rogai pelos batizados para que não tenham medo de assumir o chamado de Deus. Que envolvidos pelo amor do Pai, compreendam que Deus é Amor e que só deseja a felicidade de suas criaturas.

Pai-Nosso, 10 Ave-Marias, Glória.

Anim.: Enviai, Senhor, operários para a vossa messe!

T: Pois a messe é grande e poucos são os operários.

Canto: Se ouvires a voz do vento, chamando sem cessar. Se ouvires a voz do tempo mandando esperar. A decisão é tua (2x). São muitos os convidados, são muitos os convidados, quase ninguém tem tempo, quase ninguém tem tempo.

 4ª dezena - A MISSÃO (acende a quarta vela com a palavra Missão)

Anim.: “Ide, eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. [...] Quando entrardes numa cidade e vos receberem, comam do que vos for servido, curem os enfermos que nela houver e digam-lhes: ‘O reino de Deus está próximo de vós’” (Lc 10,3-9). (Meditação – silêncio)

L: Todos os batizados devem viver como discípulos missionários. “Ide, eu vos envio...” é mandato de Cristo para todos. Fui escolhido para o ministério presbiteral? Para missionário consagrado? Para a vida matrimonial, dedicando-me a formar uma família cristã? Para o laicato engajado? Converso, procuro ajuda, rezo, medito a Palavra, peço luz ao Espírito Santo?

T: Maria, que dissestes “sim” ao chamado de Deus, rogai por nós para que assumamos o plano de Deus para nossas vidas. Que assumamos o chamado, dando nosso “sim” para a missão de fazer crescer o Reino. Envolvidos pelo amor do Pai, nosso serviço missionário nos levará à felicidade.

Pai-Nosso, 10 Ave-Marias, Glória.

Anim.: Enviai, Senhor, operários para a vossa messe!

T: Pois a messe é grande e poucos são os operários.

Canto: Outra vez me vejo só com meu Deus, não consigo mais fugir, fugir de mim... Junto às águas deste mar vou lutar, hoje quero me encontrar, buscar o meu lugar. Vou navegar, (Nas águas deste mar,) navegar, (eu quero me encontrar,) navegar. (Não posso mais fugir.) Vou procurar (Nas águas mais profundas,) no mar (feliz eu vou seguir,) só amar, (buscar o meu lugar.) Sem dúvidas, sem medo de sonhar!

 5ª dezena - FIDELIDADE RADICAL (acende a quinta vela com a palavra Fidelidade)

Anim.: “[...] As raposas têm tocas e os pássaros do céu, ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. [...] “Quem põe a mão no arado e olha para trás não é digno de mim” (Lc 57-62). (Meditação – silêncio)

L: Jesus chama os batizados para entregarem-se radicalmente ao serviço do Reino. É preciso que estejam atentos. É um chamado inquietante, exigente; exige procurar o olhar de Jesus nos textos do Evangelho e no fundo do coração; exige encontrar n’Ele o sentido da vida, o desapego do mundo e do próprio eu. Exige discernimento e resposta corajosa.

T: Maria, que dissestes “sim” ao chamado de Deus, rogai pelos escolhidos à vida sacerdotal, diaconal e missionária. Rogai por eles para que não olhem para trás. Que os seminaristas sejam perseverantes e, inspirados pelo Espírito Santo, respondam o seu “sim”; que para sempre possam ser dignos de tão grande dom.

Pai-Nosso, 10 Ave-Marias, Glória.

Anim.: Enviai, Senhor, operários para a vossa messe!

T: Pois a messe é grande e poucos são os operários.

Canto: Senhor, tu me olhaste nos olhos, a sorrir, pronunciastes meu nome, lá na praia, eu larguei o meu barco, junto a ti buscarei outro mar (bis).

Anim.: Agradecendo à Virgem Maria, nossa intercessora pelas vocações, rezemos a Salve Rainha.

T: Salve Rainha, mãe de misericórdia...

 

Canto final: Pelas estradas da vida...

sábado, 22 de maio de 2021

VIGÍLIA DE PENTECOSTES EM FAMÍLIA



AMBIENTAÇÃO:
Arrumar numa mesa um pequeno altar com a Bíblia, 7 velas (Sete dons do Espírito Santo), flores uma imagem de Nossa Senhora.

 

01. ACOLHIDA

Anim.: Hoje, celebramos a Vigília de Pentecostes. O Senhor nos acolhe com o "Fogo abrasador" do amor que nos faz sua Igreja em missão. Cantemos.

Canto inicial: Vem, vem, vem, vem, Espírito Santo de amor...

02. SAUDAÇÃO

Anim.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Anim.: O Deus da esperança, que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito

Santo, esteja conosco.

T.: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Anim.: Invoquemos o Espírito Santo, o dom de Deus:

T.: Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai, Senhor, o vosso Espírito, e tudo será criado; e renovareis a face da terra. OREMOS: Ó Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito, e gozemos sempre de sua consolação. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

03. SUPLÍCA PELOS DONS ESPÍRITO SANTO

A. Jesus deixou à Sua Igreja o maior de todos os dons: o Espírito Santo. Ele fez dos apóstolos pessoas diferentes, novas, iluminadas, entusiastas, a ponto de saírem do cenáculo anunciando a todos o Ressuscitado. Nascia a Igreja de Jesus. No Filho, o Pai reúne e une todos os homens e mulheres da terra numa só língua, a língua do amor, do perdão e da vida. A Igreja carrega a missão de levar a Boa Nova da salvação até às extremidades da terra. Pelo Batismo e confirmados na Crisma recebemos esta missão de evangelizar nos dias de hoje. Que Jesus, Luz do mundo, nos inspire, fortaleça e acompanhe nesta missão.

Canto: A nós descei, Divina Luz!...

A. No Espírito Santo reside o Amor Supremo entre o Pai e o Filho. Foi pelo Divino Espírito Santo que Deus se encarnou no seio de Maria Santíssima, trazendo Jesus ao mundo para nossa salvação. Peçamos à Maria, esposa do Espírito Santo, que interceda por nós junto a Deus concedendo-nos a graça de recebermos os divinos dons. Nas Escrituras, o próprio Jesus nos recomenda: "Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto" (Mt VII, 7s).

L. Sabedoria (acender a 1ª vela):  A sabedoria é aquilo que o Espírito Santo realiza em nós, a fim de vermos todas as realidades com os olhos de Deus. Isso deriva da intimidade com Deus, da relação íntima que temos com Deus, da nossa relação de filhos/as com o Pai. Peçamos ao Senhor que nos ajude a ser sábios/as”

Canto: Senhor vem dar-nos sabedoria/ que faz ter tudo como Deus quis/ e assim faremos da eucaristia/ o grande meio de ser feliz. R. Dá-nos, Senhor, esses dons, essa luz/ e nós veremos que pão é Jesus!

L. Entendimento (acender a 2ª vela): Quando o Espírito Santo habita nosso coração e ilumina nossa mente, faz-nos crescer dia após dia na compreensão daquilo que o Senhor disse e levou a cabo. Compreender os ensinamentos de Jesus, entender sua Palavra, compreender o Evangelho. O Senhor nos ajude a compreender tudo quanto ele nos ensina.

Canto: Dá-nos, Senhor, o entendimento/ que tudo ajuda a compreender/ para nós vermos como é alimento/ o pão e o vinho que Deus quer ser. R. Dá-nos, Senhor, esses dons, essa luz/ e nós veremos que pão é Jesus!

L. Conselho (acender a 3ª vela): O conselho é o dom com o qual o Espírito Santo torna a nossa consciência capaz de fazer uma escolha concreta em comunhão com Deus, segundo a lógica de Jesus e do seu Evangelho. Dessa forma, o Espírito faz-nos crescer interior e positivamente, faz-nos crescer na comunidade e ajuda-nos a não cair na armadilha do egoísmo e do próprio modo de ver as coisas. O Senhor nos conceda sempre o dom do conselho.

Canto: Dá-nos, Senhor, o teu conselho/ que nos faz sábios para guiar/ homem, mulher, jovem e velho/ nós guiaremos ao santo altar. R. Dá-nos, Senhor, esses dons, essa luz/ e nós veremos que pão é Jesus!

L. Ciência (acender a 4ª vela): A ciência que deriva do Espírito Santo não se limita ao conhecimento humano: trata-se de um dom especial, que nos leva a entender, por meio da criação, a grandeza e o amor de Deus e a sua profunda relação com cada criatura. Quando são iluminados pelo Espírito, nossos olhos abrem-se à contemplação de Deus, na beleza da natureza e na grandiosidade do cosmo, levando-nos a descobrir como tudo nos fala dele e dos seu amor. O Senhor nos ajude a ver em todas as coisas o seu grande amor por nós.

Canto: Senhor, vem dar-nos divina ciência/ que, como o eterno, faz ver sem véus/ tu vês por fora, Deus vê a essência/ pensas que é pão, mas é nosso Deus. R. Dá-nos, Senhor, esses dons, essa luz/ e nós veremos que pão é Jesus!

L. Fortaleza (acender a 5ª vela): Com o dom da fortaleza, o Espírito Santo liberta o terreno do nosso coração, liberta-o do torpor, das incertezas e de todos os temores que podem detê-lo, de modo que a Palavra do Senhor seja posta em prática de forma autêntica e jubilosa. Peçamos ao Senhor que nos faça sempre firmes e fortes na fé.

Canto: Senhor, vem dar-nos a fortaleza/ a santa força do coração/ só quem vencer vai sentar-se à mesa/ para quem luta Deus quer o pão. R. Dá-nos, Senhor, esses dons, essa luz/ e nós veremos que pão é Jesus!

L. Piedade (acender a 6ª vela): O dom da piedade nasce da gratidão, surge no coração de um cristão que mantém uma relação de amizade com o Senhor. Uma amizade que muda a nossa vida e nos enche de entusiasmo, de alegria. Por isso, o dom da piedade suscita em nós antes de tudo a gratidão e o louvor. Peçamos ao Senhor que tenhamos uma verdadeira e autêntica relação com ele e com os irmãos.

Canto: Dá-nos, senhor, filial piedade/ a doce forma de amar enfim/ para que amemos quem, na verdade/ aqui amou-nos até o fim. R. Dá-nos, Senhor, esses dons, essa luz/ e nós veremos que pão é Jesus!

L. Temor de Deus (acender a 7ª vela): Este dom nos recorda como somos pequenos diante de Deus e do seu amor, e que o nosso bem está em nosso abandono com humildade, respeito e confiança em suas mãos. Abandonemo-nos, pois, nas mãos do Senhor nosso Deus.  

Canto: Dá-nos, enfim, temor sublime/ de não amá-los como convém/ o Cristo-Hóstia, que nos redime/ o Pai Celeste, que nos quer bem. R. Dá-nos, Senhor, esses dons, essa luz/ e nós veremos que pão é Jesus!

Oração pessoal para pedir os dons do Espírito Santo

04. EVANGELHO

Canto de aclamação

Evangelho: Jo 7, 37-39 - Meditação e partilha

Canto: Tu és minha vida...

05. PRECES

A. Nesse dia em que celebramos a vinda do Espírito sobre a Igreja, abramos o coração para que Ele nos ensine a viver com Jesus ressuscitado e digamos:

T: Enviai Senhor, vosso Espírito!

L. Pelo Papa Francisco, bispos, presbíteros, diáconos, religiosos e religiosas para que o Espírito Santo os ensine a falar de Jesus Cristo em linguagem compreensível à humanidade de hoje, rezemos.

L. Pelas Igrejas do mundo inteiro para que se deixem conduzir pelo Espírito que é amor que gera diálogo e unidade, rezemos.

L. Por todas as pessoas que fazem o bem, amam a justiça e lutam pela paz, que o Espírito os torne mais firmes na esperança e na missão, rezemos.

L. Por nossa paróquia que celebra o seu jubileu de 70 anos, para que todos os fiéis se sintam fortalecidos pelo poder da graça de Deus no desempenho da missão, rezemos.

Outras preces espontâneas... Pai Nosso e 3 Ave Maria

06.ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS

T. Amado e misericordioso Deus pai e mãe, Tu nos chamas para vivermos a unidade e a reconciliação. Por isso estamos reunidas (os) para celebrar, orar, e Te louvar. Nesta semana de oração, queremos ser tocadas (os) por Teu Amor e ao permanecer Nele, nos reconciliamos conosco e com nossas irmãs e irmãos. Em Cristo, Teu Amado Filho, desejamos produzir bons frutos para vivermos em comunhão, restabelecendo relações de amizade, partilha e solidariedade e, assim, nos reconhecermos como irmãs e irmãos neste mundo tão dividido. Amém!

07. BÊNÇÃO

A. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

A. O Deus que derramou em nossos corações o seu amor nos encha de alegria e consolação e nos abençoe: em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

T. Amém.

Canto Mariano

segunda-feira, 22 de março de 2021

SÃO JOSÉ - PATRONO DA SAGRADA FAMÍLIA

 

JOSÉ

(Ir. Cida Lima) 

Um varão de Nazaré

Conquistou o coração de Deus

Um homem sem grande repercussão

Foi eleito guardião do filho Seu.


Uma criatura simples

Homem de oculta história

A uma simples mulher desposa

A simples que se tornaria soberana.


Recebe nas mãos a soberana

Recebe nos braços o Menino Deus

Recebe no ombro a Igreja

Protetor dela torna-te também


Sente as dificuldades,

Mas não foge a responsabilidade.

Não mede esforço para cumprir seu encargo

Assim com Deus nasce a sincera amizade.


Bom, humilde santo José que na vida

Fez de Deus sua plena vontade.

Ajudou a reatar o céu à terra e o criador com a criatura.

As mãos a madeira trabalha

Sem saber que o filho a ti dado

 No madeiro seria pregado.


Mas ensinou a Jesus que a madeira que se deixa talhar

Pode de novo uma árvore tornar.

É só pregar amor e perdoar na dor


São José, peregrino, guardião, protetor

Tantos títulos recebe agora

Porque em vida vários recusou

Só não recusou ser chamado justo e

Trazer no peito, nos braços a mãe e o Salvador.


Justo José, tu que as chuvas de março oferece

Faz chover justiça no coração da humanidade.

Roga pela vida nossa de cada dia.

Faz de novo brotar a esperança e alegria.


Amado e respeitado carpinteiro de Nazaré

Roga pelos filhos desta pátria sem pai e sem mãe

Roga pelos pais e mães dos filhos sem pátria.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

COROA DO ADVENTO - 4ª VELA

 


CELEBRAÇÃO PARA A QUARTA SEMANA DO ADVENTO

 

Dir.: Iniciemos nossa celebração, rezando juntos:

T. (Todos): Trindade Amada, vós sois a fonte da vida. Em vosso coração de Pai carregais todos os vossos filhos e filhas. Filho Jesus, pela vossa Encarnação viestes experienciar nossa vida humana, finita, fazendo-vos tão próximo e um de nós. Espírito Santo, vós nos apontais o caminho de Jesus para vivermos a unidade na diferença com todas as pessoas.

A: Estamos reunidos em vosso nome, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
T.: Amém, assim seja.

Dir.: Pela quarta vez nos encontramos para juntos nos prepararmos para receber o Messias, Jesus Cristo. Em frente do presépio vemos quatro velas, três das quais já foram acesas. A primeira vela, acesa na primeira semana, nos lembra aquela luzinha da promessa divina que no Profeta Isaías encontrou um eco forte e esperançoso: “Vinde, Senhor, abra-se a terra e germine o Salvador”. A segunda vela acesa na segunda semana nos lembra como João Batista nos exortou e admoesta a prepararmos o caminho para a vinda do Senhor. A terceira vela acesa na terceira semana nos lembra a Virgem Maria que teve um Advento tão sagrado como jamais houve. E hoje vamos refletir sobre a possibilidade de nos encontrar com o nosso Salvador.

L1: Ouçamos a história de um homem que esperava pela vinda de Cristo. Essa história poderia ser a de qualquer um de nós: de Maria, de Mário, de Isabel, de Francisco, de Tiago, de Antônio. Entretanto, chamamos o personagem pelo nome de Geraldo.

 

L2: Geraldo era um homem que vivia sozinho, isolado de todo o mundo, ou melhor, ele se isolava de si mesmo fechando o seu coração. Talvez por causa disso vivia insatisfeito. Ele achava a vida escura, sem graça.

L3: Um belo dia, era por ocasião de Natal, Geraldo teve um sonho no qual ouviu o seguinte: “Geraldo, amanhã você receberá a visita do Menino Jesus”.

L1: Geraldo levantou-se bem cedo, arrumou a casa, matou um frango, preparou um almoço bem gostoso, vestiu a melhor roupa que tinha e começou a esperar.

L2: De repente ouviu passarinhos e uma leve batida na porta.

L3: Geraldo apressou-se em abri-la e... era um menino qualquer pedindo um copo de água.

L1: Geraldo ficou zangado, queria mandar o menino embora, dizendo que não tinha água, mas acabou servindo ao menino.

L2: Passou certo tempo e novamente alguém bateu à porta.

L3: Era uma senhora idosa que morava meia légua distante.

L1: “Senhor Geraldo, me desculpe, mas chegou visita em minha casa; acontece que acabou meu feijão e açúcar; será que o senhor poderia emprestar um pouco dos dois?”.

L2: Geraldo já meio impaciente, virou as costas e resmungando, porém sem jeito, deu o que a senhora tinha pedido.

L3: Depois que ela saiu começou a chover. Primeiramente devagar, depois mais forte, era um verdadeiro temporal. O tempo passava; a mesa estava posta, a comida prontinha, mas nada do Menino Jesus.

L1: Ele ouviu um barulho dum carro. Passaram-se cinco minutos. Alguém abriu o portão: “O de casa”.

L2: Geraldo abriu a porta. “Boa noite, disse o homem, o meu carro atolou; por favor, queira me ajudar um momento”.

L3: Sumamente incomodado, Geraldo seguiu o homem pela chuva, arregaçou as mangas e pôs-se a ajudá-lo.

L1: Depois de meia hora, conseguiram tirar o carro, mas lá se foi a roupa bonita de Geraldo, molhada pela chuva e suor, toda cheia de lama.

L2: Nesta altura Geraldo convidou o homem a entrar, a fim de lavar as mãos; e uma vez dentro, vendo o frango assado e cansado de esperar pelo tal Menino Jesus, sentou-se à mesa e repartiu a refeição com o homem.

L3: Já era tarde, quando o homem se foi. Gerado ficou só, desanimado e decepcionado com o sonho. No entanto, ele precisava desabafar-se, soltar as mágoas e por isso ajoelhado, cobrindo o seu rosto com as grandes mãos, começou a pensar e a refletir sobre o sonho.

Dir.: E então, no silêncio da noite, Geraldo fez a maior descoberta de sua vida. Era como se ele ouvisse uma voz que dizia:

L1: Geraldo, hoje você me recebeu três vezes. Aquele menino pedindo água, aquela senhora à qual você deu feijão e açúcar, aquele senhor que você ajudou, era Eu. Pois lembre-se da minha palavra:

T.: Todas as vezes que fizestes um benefício a um dos meus irmãos pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes.

L2: Um estranho calor invadiu o coração de Geraldo; ele inclinou o rosto sobre a mesa. Sentiu-e leve; parecia que uma luz o envolvia; e então com voz tremula e emoção balbuciou:

T.: Obrigado, Senhor, muito obrigado pela vossa vinda.

L3: Eis a história de Geraldo que pode também ser a de cada um de nós aqui presente. A mensagem é que Cristo se encarna e quer identificar-se com o próximo nosso irmão, nossa irmã.

Dir.: Acendamos a quarta vela (branca). Que a luminosidade dessas velas nos abra os olhos para enxergarmos no próximo a pessoa de Cristo.

Canto: Que coroa é essa? Pra que rei será? (bis) é a coroa do Messias, é pro Filho de Maria! (bis).

Aclamai, aclamai, aclamai a virgem, que mãe há de ser! Ele vem, ele vem, ele vem, de Maria a Luz vai nascer! (bis)

T. O amor de Deus tornou-se visível, tangível, palpável em um corpo humano, em um coração humano, na pessoa de Jesus de Nazaré. Deus se faz homem para que os seres humanos se confraternizem pelo amor. Em Jesus Cristo, revelaram-se os primórdios da bondade. Nele, Deus escolheu o ser humano e o colocou no centro da história. Em Jesus, Deus colocou-se ao lado dos pobres, fracos e marginalizados. Nele, o amor de Deus se fez o humano.  (Phil Bosmans)

L1: É tão fácil dizer que amamos a Deus; mas nosso comportamento nem sempre dá testemunho.

L2: São João fala: “Se alguém disser que ama a Deus, mas odeia seu irmão a quem vê, é incapaz de amar a Deus, que não vê”.

T.: Senhor, dai-nos a consciência de que formamos uma só grande família de amor e de paz. Senhor, nós desejamos que o vosso reino progrida.

L3: Sim, o reino está em pleno desenvolvimento e atingirá a sua plenitude somente, quando Cristo voltar pela segunda vez para julgar a todos.

T.: E o critério do julgamento será o amor, a pergunta “Quanto você amou?” Pois então Cristo, sentado no seu trono, dirá aos justos:

Dir.: “Vinde, benditos de meu pai, tomai posse do reino, porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me deste de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim. Então os justos perguntar-lhe-ão: (Mt 25,34ss).

T.: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede, e te demos de beber? Quando foi que te vimos peregrino, e te acolhemos? Nu, e te vestimos? Quando foi que te vimos enfermo ou na prisão e te fomos visitar?

L1: Responderá o Rei:

Dir.: Todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos foi a mim que o fizestes.

T.: Senhor, vinde. Venha a nós o vosso reino. Amolecei os nossos corações endurecidos. Abri os nossos olhos endurecidos. Abri os nossos olhos para com nossos irmãos necessitados. Aumentai em nós o respeito para com a pessoa humana, a fim de que enxerguemos nela um reflexo e imagem da vossa pessoa. Vinde, Senhor, vinde.

 

Canto final: Noite feliz, Noite feliz! Oh, Senhor, Deus de amor, pobrezinho nasceu em Belém. Eis na Lapa Jesus nosso bem. Dorme em paz, oh, Jesus dorme em paz, oh, Jesus

Noite feliz! Noite feliz! Oh, Jesus, Deus da luz, quão afável é Teu coração que quiseste nascer nosso irmão e a nós todos salvar, e a nós todos salvar.

Noite feliz! Noite feliz! Eis que no ar vem cantar aos pastores os Anjos do Céus anunciando a chegada de Deus de Jesus Salvador, de Jesus Salvador

 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

COROA DO ADVENTO - 3ª VELA

 


CELEBRAÇÃO PARA A TERCEIRA SEMANA DO ADVENTO


Invocação a Trindade Santa: Nas horas de Deus, amém! Pai, Filho e Espírito Santo! Luz de Deus em todo canto, nas horas de Deus, amém!

Nas horas de Deus, amém! Que o bem nos favoreça, que o mal não aconteça, Nas horas de Deus, amém!

Nas horas de Deus, amém! Que o coração do meu povo, de amor se torne novo, Nas horas de Deus, amém!

Nas horas de Deus, amém! Que a colheita seja boa, que ninguém mais vague à toa, Nas horas de Deus, amém!

Dir.: Pela terceira vez estamos reunidos em torno da Palavra e do Família de Nazaré. Em frente do presépio vemos 4 velas, duas das quais já acesas. A primeira vela acesa há duas semanas nos lembra o Profeta Isaías, como nele a humanidade projetou o brado de esperança “Vinde, Senhor, abra-se a terra e germine o Salvador”. A segunda vela, acesa na segunda semana, nos lembra o arauto, João Batista, que nos mandou preparar o caminho para o Salvador. Hoje vamos contemplar uma terceira pessoa, pela qual se concretiza finalmente a esperança de Isaías. Trata-se de Maria. É ela também que mais do que ninguém atendeu ao apelo de João Batista: “Preparai os caminhos do Senhor”.

L1: Com ela começa uma nova era. Ela é a porta que liga dois grandes períodos: a Antiga Aliança e a Nova Aliança, a morte e a vida.

L2: Adão e Eva pela sua desobediência nos trouxeram a morte, mas se prenderam aquele fio de luz, aquela promessa divina.

Dir.: “Porei inimizade entre ti e a mulher. Entre a tua descendência e a descendência dela. E ela esmagará a tua cabeça e tu em vão tentaras mordê-la no calcanhar”. (Gen 3,15)

L3: Chegou o tempo de dar boas-vindas a essa senhora. Pois é ela a nova Eva que nos trouxe a luz divina, o novo e verdadeiro Adão, Senhor da Vida e da morte. É ela que esmagou o poder de Satanás.

T.: Salve Maria, salve Mãe do Redentor, salve nossa Mãe.

L1: Isaías se referiu a ela, quando profetizou:

Dir.: “Eis que uma Virgem conceberá e dará à luz um filho e será chamado Emanuel”. (Is 7,14)

L2: No entanto, Maria, da linhagem do rei Davi, era aparentemente uma moça comum, uma nazarena que buscava a Deus.

L1: É verdade que ela, como todas as jovens, sonhava com o nascimento do Messias. Pois o Salvador estava para chegar.

L2: Ela conhecia a Escritura e meditava sobre textos referentes ao Salvador prometido, mas não pensava que seria a mãe eleita.

L1: Ouçamos, porém, o que o Evangelista São Lucas nos narra:

L2: O anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi; e o nome da Virgem era Maria. Entrando, o anjo lhe disse:

T.: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres”.

L1: Maria, não compreendendo o sentido dessas palavras, ficou um tanto perturbada, mas o anjo continuou:

T.: “Não temas, Maria, pois encontrastes graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á filho do Altíssimo, e o seu reino não terá fim”.

L2: Mas, perguntou Maria, como há de realizar-se tamanho mistério em mim?

L3: Respondeu-lhe o anjo:

T.: “O Espírito Santo descerá sobre ti e a força do Altíssimo cobrir-te-á com a sua sombra. Por isso o Santo Filho que nascer de ti será chamado Filho de Deus”.

L1: E então, inclinando a cabeça, Maria numa disposição total proferiu sua palavra máxima, a sua palavra de fé, de entrega, de humildade e de aceitação.

T.: Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra.

L2: Certamente ela não compreendeu o alcance dessas palavras, pois só depois da ressurreição ficou bem evidente que era o seu Filho Jesus.

L3: Por isso causaram essas palavras, ao lado de imensas alegrias, profundas chagas e dores.

L1: Maria, porém, deu a sua palavra e a cumpriu, com verdadeiro heroísmo até o fim.

T.: Obrigado, Maria, pelo seu exemplo de esperança, de humildade, de penitência, de fé, de amor e de perseverança.

L2: Depois que o anjo se afastou, Maria foi às pressas à casa de sua parente Isabel, que esperava um filho. Logo que Maria saudou Isabel, essa ficou cheia do Espírito Santo e exclamou:

T.: “Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Salvador? Bem-aventurada és tu que creste. Pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas”.

L3: Veja como o Salvador foi concebido em Maria, antes de tudo pela fé: “pois tu creste”.

L1: Maria parecia transformada quase que visivelmente pelo tesouro divino que trazia consigo.

Dir.: Cristo está bem perto. Acendamos a terceira vela (rósea), cantando:

Canto: Que coroa é essa? Pra que rei será? (bis) é a coroa do Messias, é pro Filho de Maria! (bis).

Alegrai, alegrai, alegrai, o espírito vosso, alegrai! Ele vem, ele vem, ele vem, e na luz do Senhor caminha! (bis)

L2: Quem melhor do que Maria nos poderia ensinar como se espera o Senhor, como preparar-lhe um berço em nosso coração, como hospedá-lo? Ninguém teve um advento tão sagrado como ela. Portanto:

T.: Maria, aumentai em nós a fé em vosso Filho. Ensinai-nos aquela lição de humildade; “Eis aqui a escrava do Senhor”. Ajudai-nos a fazer da frase “Seja feita a vossa vontade” a mola mestra da nossa vida. Que o Reino do vossa Filho venha, se desenvolva através do esforço de cada um de nós, até nos encontrarmos plenamente, no fim dos tempos. Vinde, Senhor, vinde.

Dir.: Para encerrar este nosso encontro: vamos neste momento nos consagrar a nossa Mãe, a Virgem de Nazaré, a fim de que ela nos acompanhe nestes tempos finais da chegada de nosso Salvador e Senhor, Jesus Cristo, cantando:

Canto final: Ó minha Senhora e também minha mãe,/ Eu me ofereço inteiramente todo a vós./ E, em prova de minha devoção,/ eu hoje vos dou meu coração./ Consagro a vós meus olhos,/ meus ouvidos, minha boca./ Tudo o que sou, desejo que a vós pertença./ Incomparável Mãe,/ guardai-me, defendei-me,/ como filho(a) e propriedade vossa. Amém. (bis)