quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

QUARTA SEMANA DO ADVENTO - CELEBRAÇÃO

Invocação a Trindade Santa

Canto de abertura: Estes lábios meus vinde abrir, Senhor! Cante a minha boca sempre o seu louvor. Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em Pessoas três, agora e sempre e sem fim. Amém.

Dir.: Pela última vez estamos reunidos em torno do presépio. Em frente do presépio vemos quatro velas, três das quais já foram acesas. A primeira vela, acesa há três semanas, nos lembra aquela luzinha fraca da promessa divina que no Profeta Isaías encontrou um eco forte e esperançoso: “Vinde, Senhor, abra-se a terra e germine o Salvador”. A segunda vela acesa há duas semanas nos lembra como João Batista nos exortou e admoesta a prepararmos o caminho para a vinda do Senhor. A terceira vela acesa na semana passada nos lembra a Virgem Maria que teve um Advento tão sagrado como jamais houve. E hoje vamos refletir sobre a possibilidade de nos encontrar com o nosso Salvador.

L1: Ouçamos a história de um homem que esperava pela vinda de Cristo. Essa história poderia ser a de qualquer um de nós: de Maria, de Mario, de Isabel, de Francisco, de Tiago, de Antonio. Entretanto, chamamos o personagem pelo nome de Geraldo.

L2: Geraldo era um homem que vivia sozinho, isolado de todo o mundo, ou melhor, ele se isolava de si mesmo fechando o seu coração. Talvez por causa disso vivia insatisfeito. Ele achava a vida escura, sem graça.

L3: Um belo dia, era por ocasião de Natal, Geraldo teve um sonho no qual ouviu o seguinte: “Geraldo, amanhã você receberá a visita do Menino Jesus”.

L1: Geraldo levantou-se bem cedo, arrumou a casa, matou um frango, preparou um almoço bem gostoso, vestiu a melhor roupa que tinha e começou a esperar.

L2: De repente ouviu passarinhos e uma leve batida na porta.

L3: Geraldo apressou-se em abri-la e... era um menino qualquer pedindo um copo de água.

L1: Geraldo ficou zangado, queria mandar o menino embora, dizendo que não tinha água, mas acabou servindo ao menino.

L2: Passou certo tempo e novamente alguém bateu à porta.

L3: Era uma senhora idosa que morava meia légua distante.

L1: “Senhor Geraldo, me desculpe, mas chegou visita em minha casa; acontece que acabou meu feijão e açúcar; será que o senhor poderia emprestar um pouco dos dois?”.

L2: Geraldo já meio impaciente, virou as costas e resmungando, porém sem jeito, deu o que a senhora tinha pedido.

L3: Depois que ela saiu começou a chover. Primeiramente devagar, depois mais forte, era um verdadeiro temporal. O tempo passava; a mesa estava posta, a comida prontinha, mas nada do Menino Jesus.

L1: Ele ouviu um barulho dum carro. Passaram-se cinco minutos. Alguém abriu o portão: “O de casa”.

L2: Geraldo abriu a porta. “Boa noite, disse o homem, o meu carro atolou; por favor, queira me ajudar um momento”.

L3: Sumamente incomodado, Geraldo seguiu o homem pela chuva, arregaçou as mangas e pôs-se a ajudá-lo.

L1: Depois de meia hora, conseguiram tirar o carro, mas lá se foi a roupa bonita de Geraldo, molhada pela chuva e suor, toda cheia de lama.

L2: Nesta altura Geraldo convidou o homem a entrar, a fim de lavar as mãos; e uma vez dentro, vendo o frango assado e cansado de esperar pelo tal Menino Jesus, sentou-se à mesa e repartiu a refeição com o homem.

L3: Já era tarde, quando o homem se foi. Gerado ficou só, desanimado e decepcionado com o sonho. No entanto, ele precisava desabafar-se, soltar as mágoas e por isso ajoelhado, cobrindo o seu rosto com as grandes mãos, começou a pensar e a refletir sobre o sonho.

Dir.: E então, no silêncio da noite, Geraldo fez a maior descoberta de sua vida. Era como se ele ouvisse uma voz que dizia:

L1: Geraldo, hoje você me recebeu três vezes. Aquele menino pedindo água, aquela senhora à qual você deu feijão e açúcar, aquele senhor que você ajudou, era Eu. Pois lembre-se da minha palavra:
T.: Todas as vezes que fizestes um beneficio a um dos meus irmãos pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes.


L2: Um estranho calor invadiu o coração de Geraldo; ele inclinou o rosto sobre a mesa. Sentiu-e leve; parecia que uma luz o envolvia; e então com voz tremula e emoção balbuciou:
T.: Obrigado, Senhor, muito obrigado pela vossa vinda.

L3: Eis a história de Geraldo que pode também ser a de cada um de nós aqui presente. A mensagem é que Cristo se encarna e quer identificar-se com o próximo nosso irmão, nossa irmã.

Dir.: Acendamos a quarta vela. Que a luminosidade dessas velas nos abra os olhos para enxergarmos no próximo a pessoa de Cristo. Recitemos o salmo 84:

Ref.: Alegrai-vos sempre no Senhor, alegrai-vos no Senhor! (2x) Alegrai-vos, alegrai-vos, alegrai-vos no Senhor (2x).
1. Quero ouvir o que diz o Senhor: é de paz que Ele via nos falar. A Paz para o seu povo e para os amigos aos que trazem ao Senhor seu coração.
2. O Senhor nos dará tudo que é bom: a nossa terra dará o seu fruto. A justiça virá na sua frente a salvação seguirá os seus passos.
3. Demos glória ao Pai Onipotente, ao seu Filho Jesus nosso Senhor e ao Espírito que habita em nosso peito pelos séculos dos séculos. Amém.


L1: É tão fácil dizer que amamos a Deus; mas nosso comportamento nem sempre dá testemunho.


L2: São João fala: “Se alguém disser que ama a Deus, mas odeia seu irmão a quem vê, é incapaz de amar a Deus, que não vê”.
T.: Senhor, dai-nos a consciência de que formamos uma só grande família de amor e de paz. Senhor, nós desejamos que o vosso reino progrida.

L3: Sim, o reino está em pleno desenvolvimento e atingirá a sua plenitude somente, quando Cristo voltar pela segunda vez para julgar a todos.
T.: E o critério do julgamento será o amor, a pergunta “Quanto você amou?” Pois então Cristo, sentado no seu trono, dirá aos justos:

Dir.: “Vinde, benditos de meu pai, tomai posse do reino, porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me deste de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim. Então os justos perguntar-lhe-ão: (Mt 25,34ss).
T.: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede, e te demos de beber? Quando foi que te vimos peregrino, e te acolhemos? Nu, e te vestimos? Quando foi que te vimos enfermo ou na prisão e te fomos visitar?

L1: Responderá o Rei:

Dir.: Todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos foi a mim que o fizestes.
T.: Senhor, vinde. Venha a nós o vosso reino. Amolecei os nossos corações endurecidos. Abri os nossos olhos endurecidos. Abri os nossos olhos para com nossos irmãos necessitados. Aumentai em nós o respeito para com a pessoa humana, a fim de que enxerguemos nela um reflexo e imagem da vossa pessoa. Vinde, Senhor, vinde.

Canto final: Noite feliz...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

CURIOSIDADES NATALINAS

Papai Noel
O bispo Nicolau da Turquia, no século IV, costumava ajudar quem estivesse em dificuldades, colocando moedas de ouro na chaminé das casas. Mais tarde, depois de muitos milagres a ele atribuídos, foi declarado santo. A Alemanha foi transformada em símbolo natalino. A figura de Papai Noel que hoje conhecemos foi obra do cartunista Thomas Nastern 1881.

Arvore de Natal
O primeiro pinheiro enfeitado com velas teve origem na Alemanha, no século XVI. O feito é atribuído a Martinho Lutero, que queria mostrar às crianças como
deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo.

Presépio e Missa do Galo
O primeiro presépio, criado por São Francisco de Assis em 1224, em Gréccio, na Itália, foi construído para lembrar o ambiente em que Jesus vivia. O presépio era exibido à meia-noite, hora do nascimento de Jesus. O fato era seguido de uma missa. Como os galos cantavam na madrugada, a missa passou a se chamar “Missa do Galo”.

Cartão
O primeiro cartão de natal surgiu na Inglaterra, em 1845. Henry Cole, diretor de um museu, encomendou o trabalho de John Horsley, que desenhou unia a família ao redor de uma mesa farta, e, ao lado, um rico dando comida a crianças pobres. No cartão, havia mensagens em inglês de “Feliz Natal e Próspero Ano Novo”. Foram feitas mil cópias.

Presentes
No século XIV, no dia 5 de dezembro, as crianças comemoravam o dia de São Nicolau, colocando sapatos na janela, para receberem presentes. Era também uma festa romana que honrava o Rei Saturno.

Coroa do Advento
Surgiu na Alemanha. Quatro domingos antes do Natal, as famílias faziam a coroa formada por quatro velas. Cada uma era acesa em 4 domingos sucessivos.

Ceia
Antigamente, na Europa, era comum as pessoas deixarem aberta a porta de suas casas na noite de Natal, para que os pobres e viajantes pudessem participar da ceia. No Brasil, o prato mais tradicional é o peru assado.

Panetone
Foi criado em Milão, na Itália, mais provavelmente por um padeiro chamado Tone, no ano 900. O bolo ficaria conhecido por Pane-di-Tone. No Brasil, a tradição surgiu trazida por imigrantes italianos, logo após a II Guerra Mundial.

Terra do Papai Noel
Rena é o animal símbolo da Finlândia. Elas puxam o trenó do Papai Noel. A vila do Papai Noel foi inaugurada em 1986 em Rovaniemi, na Lapônia, a dois mil quilômetros do Pólo Norte e doze mil quilômetros do Brasil.

TERCEIRA SEMANA DO ADVENTO - CELEBRAÇÃO

Invocação a Trindade Santa

Canto de abertura: Estes lábios meus vinde abrir, Senhor! Cante a minha boca sempre o seu louvor. Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em Pessoas três, agora e sempre e sem fim. Amém.

Dir.: Pela terceira vez estamos reunidos em torno do presépio vazio. Em frente do presépio vemos 4 velas, duas das quais já acesas. A primeira vela acesa há duas semanas nos lembra o Profeta Isaías, como nele a humanidade projetou o brado de esperança “Vinde, Senhor, abra-se a terra e germine o Salvador”. A segunda vela, acesa na semana passada, nos lembra o arauto, João Batista, que nos mandou preparar o caminho para o Salvador. Hoje vamos contemplar uma terceira pessoa, pela qual se concretiza finalmente a esperança de Isaías. Trata-se de Maria. É ela também que mais do que ninguém atendeu ao apelo de João Batista: “Preparai os caminhos do Senhor”.

L1: Com ela começa uma nova era. Ela é a porta que liga dois grandes períodos: a Antiga Aliança e a Nova Aliança, a morte e a vida.

L2: Adão e Eva pela sua desobediência nos trouxeram a morte, mas se prenderam aquele fio de luz, aquela promessa divina.

Dir.: “Porei inimizade entre ti e a mulher. Entre a tua descendência e a descendência dela. E ela esmagará a tua cabeça e tu em vão tentaras mordê-la no calcanhar”. (Gen 3,15)

L3: Chegou o tempo de dar boas vindas a essa senhora. Pois é ela a nova Eva que nos trouxe a luz divina, o novo e verdadeiro Adão, Senhor da Vida e da morte. É ela que esmagou o poder de Satanás.
T.: Salve Maria, salve Mãe do Redentor, salve nossa Mãe.

L1: Isaías se referiu a ela, quando profetizou:

Dir.: “Eis que uma Virgem conceberá e dará à luz um filho e será chamado Emanuel”. (Is 7,14)

L2: No entanto, Maria, da linhagem do rei Davi, era aparentemente uma moça comum, uma nazarena que buscava a Deus.

L1: É verdade que ela, como todas as jovens, sonhava com o nascimento do Messias. Pois o Salvador estava para chegar.

L2: Ela conhecia a Escritura e meditava sobre textos referentes ao Salvador prometido, mas não pensava que seria a mãe eleita.

L1: Ouçamos, porém, o que o Evangelista São Lucas nos narra:

L2: O anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi; e o nome da Virgem era Maria. Entrando, o anjo lhe disse:
T.: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres”.

L1: Maria, não compreendendo o sentido dessas palavras, ficou um tanto perturbada, mas o anjo continuou:
T.: “Não temas, Maria, pois encontrastes graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á filho do Altíssimo, e o seu reino não terá fim”.

L2: Mas, perguntou Maria, como há de realizar-se tamanho mistério em mim?

L3: Respondeu-lhe o anjo:
T.: “O Espírito Santo descerá sobre ti e a força do Altíssimo cobrir-te-á com a sua sombra. Por isso o Santo Filho que nascer de ti será chamado Filho de Deus”.

L1: E então, inclinando a cabeça, Maria numa disposição total proferiu sua palavra máxima, a sua palavra de fé, de entrega, de humildade e de aceitação.
T.: Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra.

L2: Certamente ela não compreendeu o alcance dessas palavras, pois só depois da ressurreição ficou bem evidente que era o seu Filho Jesus.

L3: Por isso causaram essas palavras, ao lado de imensas alegrias, profundas chagas e dores.

L1: Maria, porém, deu a sua palavra e a cumpriu, com verdadeiro heroísmo até o fim.
T.: Obrigado, Maria, pelo seu exemplo de esperança, de humildade, de penitencia, de fé, de amor e de perseverança.

L2: Depois que o anjo se afastou, Maria foi às pressas à casa de sua parente Isabel, que esperava um filho. Logo que Maria saudou Isabel, essa ficou cheia do Espírito Santo e exclamou:
T.: “Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Salvador? Bem-aventurada és tu que creste. Pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas”.

L3: Veja como o Salvador foi concebido em Maria, antes de tudo pela fé: “pois tu creste”.

L1: Maria parecia transformada quase que visivelmente pelo tesouro divino que trazia consigo.

Dir.: Cristo está bem perto. Acendamos a terceira vela, cantando o “Magnificat”, aquele canto composto de versículos de salmos que brotavam espontaneamente dos lábios da Virgem pela alegria messiânica.
T.: O Senhor fez em mim maravilhas/ Santo é seu nome.
1. A minh’alma engrandece o Senhor/ E exulta o meu espírito em Deus, meu Salvador.
2. Porque olhou para a humildade de sua serva/ Doravante as gerações hão de chamar-me de bendita.
3. O Poderoso fez em mim maravilhas/ E santo é o seu nome!
4. Seu amor para sempre se estende/ Sobre aqueles que o temem;
5. Manifesta o poder de seu braço/ Dispersa os soberbos;
6. Derruba os poderosos de seus tronos/ E eleva os humildes;
7. Sacia de bens os famintos,/ Despede os ricos sem nada
8. Acolhe Israel, seu servidor fiel ao seu amor. Como havia prometido a nossos pais. Em favor de Abraão e de seus filhos para sempre.
9. Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo! Como era no princípio, agora e sempre. Amém!

L2: Quem melhor do que Maria nos poderia ensinar como se espera o Senhor, como preparar-lhe um berço em nosso coração, como hospedá-lo? Ninguém teve um advento tão sagrado como ela. Portanto:
T.: Maria, aumentai em nós a fé em vosso Filho. Ensinai-nos aquela lição de humildade; “Eis aqui a escrava do Senhor”. Ajudai-nos a fazer da frase “Seja feita a vossa vontade” a mola mestra da nossa vida. Que o Reino do vossa Filho venha, se desenvolva através do esforço de cada um de nós, até nos encontrarmos plenamente, no fim dos tempos. Vinde, Senhor, vinde.

Dir.: Para encerrar este nosso encontro: vamos neste momento nos consagrar a nossa Mãe, a Virgem de Nazaré, a fim de que ela nos acompanhe nestes tempos finais da chegada de nosso Salvador e Senhor, Jesus Cristo, cantando:

CANTO: Ó minha Senhora e também minha mãe,/ Eu me ofereço inteiramente todo a vós./ E, em prova de minha devoção,/ eu hoje vos dou meu coração./ Consagro a vós meus olhos,/ meus ouvidos, minha boca./ Tudo o que sou, desejo que a vós pertença./ Incomparável Mãe,/ guardai-me, defendei-me,/ como filho(a) e propriedade vossa. Amém. (bis)

domingo, 5 de dezembro de 2010

Dinâmica: O BARCO

Objetivo: Aumentar a fé em Jesus; Conscientizar o ser missionário de cada um; Vestir a camisa de Cristo.

Material: Uma folha em branco para cada um.

Participantes: Indefinido.

Tempo Estimado: 10 a 15 minutos.

Descrição: Somos chamados por Deus à vida, e esta nossa vida nós podemos representar como um barco que navega em alto mar. (fazer o barco de papel).

Há momentos da nossa vida que este mar se mostra calmo, mas em muitos momentos nós navegamos por entre tempestades que quase nos leva à naufragar. Para não corrermos o risco de naufragar precisamos equilibrar bem o peso de nosso barco, e para isso vejamos o que pode estar pesando dentro desse barco.

O barco pesa do lado direito. São as influências do mundo. Ex: Ambição, drogas, televisão, inveja, etv.

Vamos tirar de dentro do nosso barco tudo isso para que ele se equilibre novamente. (Cortar a ponta do lado direito do barco)

Navegamos mais um pouco e de repente percebemos que o outro agora é que está pesado, precisamos tirar mais alguma coisa deste barco. Deste lado do barco está pesando: Egoísmo, infidelidade, impaciência, desamor, falta de oração, etc. (Cortar a ponta do lado esquerdo do barco)

Percebemos agora que existe uma parte do barco que aponta prá cima, é a nossa fé em Jesus que nós queremos ter sempre dentro do nosso barco, esta nossa fé nós vamos guardar e cuidar com carinho para nos sustentar na nossa jornada. (Cortar a ponta de cima do barco e colocar em algum lugar visível)

Vamos abrir este nosso barco e ver como ficou (Abrindo parece uma camisa)

Está é a camisa do Cristão, somos atletas de Cristo, e como bom atleta que somos temos que usar muito essa camisa para que nosso time sempre vença (colocar alguma coisa sobre o nosso dever de ser cristão)

Depois de suarmos esta camisa, nós podemos ter certeza disto (Abrir a camisa e mostrar a cruz sinal da certeza da nossa Salvação)
Só conseguiremos esta salvação se assumir-mos a proposta de Cristo (Olhando através da cruz podemos ver nosso próximo e entender suas necessidades)

Como vamos nos manter firmes nesta caminhada de cristão não deixando que nosso barco afunde. Temos que nos alimentar, e aui está o único e verdadeiro alimento para nossa alma, que nos faz fortes e perseverantes (Esta pontinha do barco que guardamos - mostrar e perguntar o que é, resposta: eucaristia - está é a certeza que Jesus estará sempre dentro do nosso barco para enfrentar conosco qualquer tempestade).

Obs.: Os quatro pedaços de papel que retiramos da ponta do barco são os remos. Nós usamos dois remos e os outros dois remos são de Jesus que está sempre em toda nossa caminhada nos ajudando.

(leitura Mt 8, 23 - 27)

Então Jesus entrou na barca, e seus discípulos o acompanharam. E eis que houve grande agitação no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, estava dormindo. Os discípulos se aproximaram e o acordaram, dizendo: Senhor, salva-nos, porque estamos afundando! Jesus respondeu: Por que vocês têm medo, homens de pouca fé? E, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e tudo ficou calmo. Os homens ficaram admirados e disseram: Quem é esse homem, a quem até o vento e o mar obedecem?

CELEBRAÇÃO PARA O SEGUNDA SEMANA DO ADVENTO

Invocação a Trindade Santa

Canto de abertura: Estes lábios meus vinde abrir, Senhor! Cante a minha boca sempre o seu louvor. Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em Pessoas três, agora e sempre e sem fim. Amém.

DIR.: Outra vez estamos reunidas em torno do presépio. Há quatro velas em frente do presépio vazio. As quatro velas simbolizam os quatro domingos do Advento que precedem o Natal. Cada domingo fazemos uma meditação sobre a vinda de Jesus Cristo. E cada domingo acendemos uma vela a mais. A primeira vela, já acesa, nos lembra a meditação do domingo passado. Ela nos lembra aquela primeira luzinha fraca e pálida da promessa divina, milhares de anos atrás. Aquela luzinha da esperança que foi aumentando, aumentando até desembocar neste desejo: “Vinde, Senhor. Derramai, ó céus, das alturas o vosso orvalho, abra-se a terra e germine o Salvador”, são palavras do Profeta Isaias, que repleto de esperança representa a humanidade, gemendo pelo Salvador prometido. Obrigado, Senhor, pela luz divina que nos guia. Aumentai em nós a fome pelo vosso reino de amor.

L1: Os anos se passaram, e a humanidade continuava a sua caminhada, cambaleando de um lado para o outro, prendendo-se sempre àquele fio de luz que ora engrossava, ora afinava.

L2: Desde o brado de Isaías, 700 anos se passaram, e eis que um belo dia surgiu um homem estranho, um homem revestido duma rude pele de camelo.
T.: É João Batista, o profeta da penitência, o arauto do grande rei.

L1: Quando esperamos uma grande personagem, então preparamos a sua chegada, arrumando e enfeitando as ruas e queremos que todo mundo colabore e participe das festividades.

L2: João Batista anunciava a vinda dum tal personagem. Não era uma pessoa qualquer, mas o personagem mais importante que já houve: o Salvador prometido, o próprio Rei do universo.

L1: Por isso Ele convidava, insistia e clamava a todos em alta voz:
T.: Preparai os caminhos do Senhor. Endireitai as suas veredas.

Dir.: Sim, preparamos os caminhos, não os caminhos da terra ou de asfalto, mas os caminhos do coração. Tiremos os obstáculos que a enxurrada de egoísmo e de ódio deixou no caminho do coração.
T.: Senhor, ajudai-nos a fazer esta limpeza tão necessária, para que Vós tenhais livre acesso ao coração de cada um de nós.

L2: E João repetindo as palavras do Profeta Isaías, clamava mais alto:
T.: Preparai os caminhos do Senhor. Todo homem verá a salvação que vem de Deus.

Dir.: A luz da esperança está se aproximando mais a mais. Acendamos, portanto, a segunda vela, cantando o Salmo 84.

Ref.: Alegrai-vos sempre no Senhor, alegrai-vos no Senhor! (2x) Alegrai-vos, alegrai-vos, alegrai-vos no Senhor (2x).
1. Quero ouvir o que diz o Senhor: é de paz que Ele via nos falar. A Paz para o seu povo e para os amigos aos que trazem ao Senhor seu coração.
2. O Senhor nos dará tudo que é bom: a nossa terra dará o seu fruto. A justiça virá na sua frente a salvação seguirá os seus passos.
3. Demos glória ao Pai Onipotente, ao seu Filho Jesus nosso Senhor e ao Espírito que habita em nosso peito pelos séculos dos séculos. Amém.
L1: O povo despertado e cada vez mais curioso e atento se interroga:
T.: Quem sabe: é possível que João tenha razão. Nós estamos esperando o Salvador há tanto tempo. Talvez Ele esteja perto, mas o que faremos para recebê-lo?

L2: E a resposta de João era:

Dir.: Convertei-vos, fazei penitência, isto é: mudai e reformai a vossa vida. Preparai o vosso coração. Fazei a vontade de Deus, pois: “Toda árvore que não der fruto bom, será cortada e lançada no fogo”.

L1: Novamente o povo perguntou a João:
T.: Mas como devemos preparar o nosso coração para a vinda do Salvador? O que devemos fazer?

L2: E João respondeu:

Dir.: “Quem tem duas vestes dê uma a quem não tem. Quem tem o que comer divida com o necessitado. Não pratiqueis violência, nem ofendais a ninguém. E contentai-vos com o que tendes”. (Lc 3,10-14).
T.: Senhor, ensinai-nos a verdadeira penitencia: a conversão do nosso coração voltado para o próximo.

L1: E o povo, preso naquela grande expectativa e pensando que talvez João fosse Cristo, perguntou:
T.: Quem és Tu que nos prega a Salvação?

L2: João respondeu:

Dir.: Virá outro mais poderoso do que eu e a quem não sou digno de desatar as correias do calçado.
T.: Ensinai-nos, ó João Batista, aquela humildade, aquele espírito de serviço para com o próximo.

L1: E lá ressoava novamente a voz do precursor, do arauto do grande Rei:

Dir.: Convertei-vos, porque está próximo o Reino do Céu. Eu sou a voz do que clama no deserto. Preparai os caminhos do Senhor. Fazei penitência, a fim de que toda carne veja a salvação que vem de nosso Deus.

L2: Esse apelo de João Batista continua e continuará até os fins dos tempos. Pois enquanto o Reino não conseguir a sua plenitude, temos de renovar o nosso coração e rezar com insistência.
T.: Venha a nós o vosso Reino.

L1: Vinde, Senhor, e não tardeis. Nós temos fome e sede de vosso Reino. Saciai-nos, Senhor.
T.: Socorrei-nos, Senhor, neste vale de lágrimas. Que as preocupações, sofrimentos, doenças, inveja, briga e ódio, que nos sufoquem, mas nos amadureçam. Estendei-nos a vossa mão, e sede o nosso Guia para a Luz esplendida da vossa vinda final. Vinde, Senhor, vinde.

Mantra: “Deus está em mim, meu coração é pleno de amor”.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

CELEBRAÇÃO PARA O PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO

Símbolos: preparar a coroa do advento e os cantos.

Canto de entrada

Dir.: Iniciemos nossa celebração, rezando juntos:
T. (Todos): Trindade Amada, vós sois a fonte da vida. Em vosso coração de Pai carregais todos os vossos filhos e filhas. Filho Jesus, pela vossa Encarnação viestes experienciar nossa vida humana, finita, fazendo-vos tão próximo e um de nós. Espírito Santo, vós nos apontais o caminho de Jesus para vivermos a unidade na diferença com todas as pessoas.

Dir.: Estamos reunidos em vosso nome, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
T.: Amém, assim seja.

Dir.: O Salvador do mundo ao chegar à terra não encontrou um lugar apropriado. Nasceu num presépio. Cada ano Ele nasce, por assim dizer, de novo. Vamos lembrar este nascimento nos preparando para recebê-lo. Ele será a luz de nossa vida. Há quatro velas em frente ao presépio vazio. As quatro velas simbolizam os quatro domingos do Advento que precedem o Natal. Essas irão sendo acesas cada domingo, uma a uma, até que no quarto domingo todas as quatro velas estejam acesas. Quando as quatro velas com a sua claridade nos envolvem sabemos que Cristo está bem perto. E para que Cristo venha nascer, ou melhor, se reafirmar em nosso coração, é preciso que nos preparemos e mostremos fome pela sua vinda na graça.
T.: Senhor Deus, nós estamos dispostas e queremos nos preparar. Suscitai em nós aquela fome, que só Vós, podeis saciar.

L1: Cristo não desceu do céu de repente, nem foi solto na história e no tempo.
L2: Não, o seu berço, a sua vinda foi prometida e preparada através de longos e longos anos de preparação.
T.: Desde que nossos primeiros pais, Adão e Eva, naquele triste dia, desobedeceram a Deus, e foram expulsos do paraíso, desde aquele dia, a humanidade começou a sua longa caminhada, a sua penosa peregrinação.

L1: Começou a escuridão dos sofrimentos do ódio, da doença, da morte.
L2: para onde Senhor? Para onde? Indicai-nos o caminho a seguir. Estendei-nos a vossa mão!
L1: Perdemos todo o contato com a base, com a fonte, com o principio.
T.: mas não, eis que surge uma luz no horizonte. É a luz da esperança: a promessa divina. E a voz de Deus soou:
Dir.: “Eu porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência dela. Ela esmagará a tua cabeça e tu em vão tentarás morde-la no calcanhar!” (Gn 3,15)
T.: Obrigado, Senhor, por essa luz, por esse novo contato, por essa nova segurança.

L2: Pois essas simples palavras incluem a nossa salvação. O filho de uma mulher esmagará a cabeça da serpente, de satanás, do mal. Ele enfim vencerá todo mal, o pecado e a morte.
L1: com essa esperança no coração, a humanidade vai vagando, tateando pela noite de quatro mil anos, mas sempre rezando e pedindo:
T.: Vinde, Senhor. Vinde, Salvador prometido. Vinde, não nos esqueçais. Vinde estabelecer a vossa morada. O vosso Reino e Amor entre nós.

Dir.: E Deus não se esqueceu dos homens. No meio das tribulações e sofrimentos, surgiram os profetas. Pessoas às quais Deus confiou levantar um pouquinho daquele nebuloso, daquele futuro misterioso, revelando algo sobre aquele que deveria vir. No meio daqueles profetas, setecentos anos antes de Cristo surge uma grande luz: Isaías. O profeta do desejo, anunciando que o Reino está perto. Ouçamos o que ele diz:
T.: “Tomai animo, não temais, eis vosso Deus, Ele mesmo vem salvar-vos” (Is 35,4).

L1: “Eis que uma virgem conceberá e dará a luz um filho e será chamado Emanuel (Deus conosco). Sairá uma vara do tronco de Josué (pai de Davi) e uma flor brotará de sua raiz” (Is 7, 14; 2,1).

Dir.: Eis como a luz já está brilhando. Acendamos, portanto, a primeira vela, recitando o salmo 84.
T.: Alegrai-vos: Ele está bem perto. Sim, alegrai-vos mais no Senhor. Quero ouvir o que diz o Senhor: é de paz que Ele vai nos falar. A paz para o seu povo e para os amigos, aos que trazem ao Senhor o seu coração. O Senhor nos dará o que bom; nossa terra dará o seu fruto. A justiça virá na sua frente, à salvação seguirá seus passos. Demos glória ao Pai Onipotente, ao seu Filho Jesus nosso Senhor, e ao Espírito que habita em nosso peito, pelo século dos séculos. Amém.

Dir.: E Isaías ardentemente suspira:
T.: Derramai, ó Céu, o vosso orvalho! O vosso orvalho e as nuvens façam chover os justos, abra-se a terra e germine o Senhor.

L1: Depois de tantos anos que Isaías soltou este brado de desejo, juntemo-nos a ele.
T.: Derramai, ó Deus das alturas, vinde, Senhor, renovai a face da terra. Venha a nós o Vosso Reino.

Dir.: O vosso Reino de Paz e de Amor tão calcado e pisado pelo racismo, pelo ódio, pela guerra, pelas rixas e briguinhas em casa.
T.: Senhor, sabemos que o Vosso Reino só será perfeito, no fim dos tempos. Mas vós nos mandastes rezar. Venha a nós o Vosso Reino. Vós quisestes contar conosco para a expansão do Vosso Reino e nós precisamos de Vós. Por isso, Senhor, vinde. Fazei chegar a todos os povos, a todas as raças, o Vosso Reino de Amor. Vinde, Senhor, vinde...

Canto final